Usagi Drop, que estreou em julho deste ano, tinha a premissa de ser mais um anime mediano do bloco NoitaminA, mas através dos episódios muito bem desenvolvidos pelo estúdio Production I.G e por uma bela história do mangá original de Yumi Unita, foi alcançando e encantando o corações de muita gente através dos protagonistas da série.
A história é desenvolvida em cima de Dakichi, um solteirão de 30 anos e Rin, uma jovem menina com menos de 7 anos, totalmente desamparada e sem família. Após a morte do avô de Daikichi, descobre-se que o velho teve uma filha com uma jovem empregada que trabalhava em sua casa, a criança já tinha idade e noção para entender o que acontecia, e muito desamparada foi deixada de canto pela família de seu falecido pai, já que não era nem um pouco bem recebida pelo fato de ser uma "bastarda". Daikichi, neto do pai de Rin, decide pegar a guarda da menina. O solteirão, sem nunca ter cuidado de uma criança antes, aprende no dia-a-dia o que é literalmente ser um pai e cria uma laço de paternidade muito grande co Rin, que se encanta pelo seu novo "pai".
A minúcia nos detalhes, no simples ato de ir ao supermercado, brincar de pular corda, ir à escola, são coisas que fazem do anime um reflexo da vida real, do como é cuidar de uma criança, das emoções de se ter uma "filha" e dos elos de amizades existentes na família também dão um upgrade no nível da série. Eu, sinceramente, me senti tocado pela amizade entre Daikichi e Rin e confesso que tive vontade de futuramente ser pai de uma criança, pois é um sentimento único que só quem realmente ensina e cuida de alguém, pode sentir.
Mais kawaii impossível, né? (Não, não sou lolicon).
O anime não decepcionou na sua premissa, mostrar o quão maravilhoso são os pequenos detalhes em nossas vidas e do quão perfeita pode ser uma relação entre família. Recomendo com todas as minha forças este anime às pessoas que gostam de algo um pouco diferente do normal e entediante "shounen" de hoje em dia.
Em relação a animação e trilha sonora, só tenho a parabenizar ao estúdio, que fez uma boa escolha das músicas de abertura e encerramento (são maravilhosas, principalmente o encerramento) e à animação impecável com detalhes até onde não cabia mais. A Rin foi muito bem adaptada do mangá (que não li) para o anime e acho que não falhou em transparecer o mesmo "ár" que a mangaká Yumi lhe deu.
Rin e Daikichi juntos, tão perfeita a Rin.
Enfim, o texto pode ter ficado um pouco grande, mas é um review e busquei incentivar e mostrar os prós ao máximo deste grande anime que lembrarei para sempre. Busquei não dar spoils para aos que lerem o post (e olha que não vão ser são muitos) e se interessarem a assistir ao anime. Queria deixar um abraço para o amigo Niflheim e Wunder, que estão postando bem mais coisas aqui no blog que eu e estão o carregando no colo, pois se não fossem eles, hoje nem estaria escrevendo este post, já que o blog teria acabado.
Um abraço a todos,
Marvin



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